Silepse. S.f. 1. Gram. Figura pela qual a concordância das palavras se faz de acordo com o sentido e não segundo as regras da sintaxe. (...) 2. Ret. Emprego de uma palavra no sentido próprio e no figurado, a um só tempo. (Aurélio) SITE PESSOAL DO JORNALISTA CÉLIO OLIVEIRA

Segunda-feira, Janeiro 16, 2006

Chuvas amazônicas

Por Célio Oliveira

Não faz nem dois meses que a região Amazônica - o planeta das águas - experimentou a maior seca do novo milênio. A vazante foi tão grande que muitas cidades e comunidades ribeirinhas ficaram isoladas, rios sem possibilidade de navegação e toneladas de peixes mortos.

O fenômeno natural surpreendeu até mesmo o caboclo da região, acostumado com tanta água e fartura de pescado. Chamou a atenção da mídia nacional, como era de se esperar. E foi um dos acontecimentos mais marcantes de 2005.

Não houve mortes de pessoas, mas a iminência de doenças foi constante. Autoridades governamentais, Exército, voluntários e a população se uniram numa corrente de solidariedade. Roupas, alimentos e remédios foram distribuídos às famílias vitimadas pela vazante.

O pior passou, pois, como disse, é um fenômeno da natureza. Hoje, as águas dos rios voltaram a subir. As embarcações navegam tranquilamente sem problemas de encalhar num banco de areia. Os ribeirinhos voltaram à rotina de sempre, buscando nos rios o seu alimento diário.

A chegada do inverno amazônico permite essas circunstâncias da natureza. Quando aqui é verão, o sol e o calor comandam o clima e chegam a ser insuportáveis. No inverno, prevalecem as chuvas, diga-se de passagem, torrenciais. Chuvas que enchem os rios, regam as plantações e molham a minh'alma.