Chuvas amazônicas
Por Célio Oliveira
Não faz nem dois meses que a região Amazônica - o planeta das águas - experimentou a maior seca do novo milênio. A vazante foi tão grande que muitas cidades e comunidades ribeirinhas ficaram isoladas, rios sem possibilidade de navegação e toneladas de peixes mortos.O fenômeno natural surpreendeu até mesmo o caboclo da região, acostumado com tanta água e fartura de pescado. Chamou a atenção da mídia nacional, como era de se esperar. E foi um dos acontecimentos mais marcantes de 2005.
Não houve mortes de pessoas, mas a iminência de doenças foi constante. Autoridades governamentais, Exército, voluntários e a população se uniram numa corrente de solidariedade. Roupas, alimentos e remédios foram distribuídos às famílias vitimadas pela vazante.
O pior passou, pois, como disse, é um fenômeno da natureza. Hoje, as águas dos rios voltaram a subir. As embarcações navegam tranquilamente sem problemas de encalhar num banco de areia. Os ribeirinhos voltaram à rotina de sempre, buscando nos rios o seu alimento diário.
A chegada do inverno amazônico permite essas circunstâncias da natureza. Quando aqui é verão, o sol e o calor comandam o clima e chegam a ser insuportáveis. No inverno, prevalecem as chuvas, diga-se de passagem, torrenciais. Chuvas que enchem os rios, regam as plantações e molham a minh'alma.

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